André Moura sobre Temer: “denúncia descabida, abusiva e sem provas”

O líder do governo Temer diz que "Sergipe nunca recebeu tantos recursos quanto no governo do presidente Michel Temer. Por isso o apoio e defendo”

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após a base aliada do governo na Câmara dos Deputados decidir não acolher a denúncia da Procuradoria-Geral da República, que pede a investigação do presidente Michel Temer por corrupção passiva, o líder do Governo na casa saiu em defesa do presidente. André Moura (PSC), postou em suas redes socais que avalia a denúncia como “descabida, abusiva e sem provas contra o presidente da República”.

A votação do relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) terminou nesta quarta-feira (2) com 263 votos a favor do arquivamento do pedido da PGR. A oposição obteve 227 votos, mas eram necessários 342 para que a denúncia fosse encaminhada ao STF. A votação teve ainda duas abstenções e 19 ausências.

André Moura, afirmou também que votava pelo arquivamento da denúncia pelo “passado obscuro do PT e pelas reformas”.  Segundo o deputado não pode mais  haver instabilidade política no pais. Complementou dizendo que “Sergipe nunca recebeu tantos recursos quanto no governo do presidente Michel Temer. Por isso o apoio e defendo”, resumiu André.

Pós livramento de Temer, mais poder

Segundo deputado André Moura (PSC-SE), os políticos que foram fiéis a Temer já pressionam por maior participação na administração federal.

Moura afirmou que, “não será possível ignorar os argumentos de que é preciso tratar com maior deferência quem se mostrou fiel. Mas vamos deixar isso para quando a poeira se assentar”.

Investigações do “Quadrilhão”

Um dia após a votação que livrou Temer, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente Michel Temer e seus ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) sejam incluídos no inquérito que investiga o chamado “quadrilhão” do PMDB na Câmara dos Deputados.

De acordo com a Polícia Federal, o inquérito do “quadrilhão” do PMDB se originou das delações feitas pelos representantes da JBS. Depoimentos de Lúcio Funaro e do empresário Joesley Batistas indicaram a atuação do grupo de Temer em irregularidades na Caixa Econômica.

Atualmente, a apuração conta com 15 investigados. Entre eles, estão André Moura (PSC-SE), o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro Henrique Eduardo Alves, o doleiro Lúcio Funaro, o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), a ex-prefeita Solange Almeida e o lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, um dos delatores da Operação Lava Jato.

O inquérito foi instaurado como um desmembramento do “inquérito-mãe” da Lava Jato, por uma determinação do ministro Teori Zavascki, que atendeu ao pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e dividiu as investigações por partidos políticos.

Condenação pelo “Time do Mourão”

Em notícia publicada nesta terça-feira (01), pelo jornalista Vinícius Sassina, no portal do jornal “O Globo”, a Justiça condenou o deputado federal André Moura (PSC-SE) a pagar multa e à perda dos direitos políticos por oito anos em razão de um dano de R$ 1,4 milhão ao patrimônio público. O dinheiro saiu dos cofres da prefeitura de Pirambu (SE), base eleitoral do parlamentar, diretamente para o Olímpico Pirambu Futebol Clube, o “Time do Mourão”, de forma fraudulenta e até mesmo em espécie, conforme a sentença assinada nesta terça-feira pelo juiz Rinaldo Salvino do Nascimento, da Comarca de Japaratuba, cidade vizinha a Pirambu, afirma a matéria.

A sentença estabelece que o líder do governo está proibido de contratar com o poder público e de exercer cargos públicos comissionados. O processo tramita na esfera cível e se trata de uma ação de improbidade administrativa, o que não garante foro privilegiado ao deputado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Moura pode recorrer às instâncias superiores.

O “Time do Mourão” foi beneficiado com convênios assinados com a Prefeitura de Pirambu, em 2005 e 2006, no valor de R$ 755 mil – R$ 1,4 milhão em valores atualizados –, conforme a acusação feita pelo Ministério Público de Sergipe. Moura foi prefeito de Pirambu entre 1997 e 2004. O dinheiro ao time de futebol foi liberado por seu sucessor e então aliado, Juarez Batista dos Santos.

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