Aracaju terá ato contra as reformas de Temer nesta sexta (10)

O "Dia Nacional de Luta em Defesa dos Direitos" está sendo convocado pelas centrais sindicais em todo o país

Foto: Frente Brasil Popular/Sergipe

Unidas, oito centrais sindicais convocam os trabalhadores para manifestações por todo o país, nesta sexta-feira (10), contra a “reforma” trabalhista do governo Temer e contra a reforma da Previdência (PEC 287), entre outros projetos que ameaçam direitos. Os protestos ocorrerão na véspera da entrada em vigor das novas regras para o mercado de trabalho (Lei 13.467).

Em Aracaju, o “Dia Nacional de Luta em Defesa dos Direitos” terá concentração das manifestações às 15h, na Praça Mini Gof, localizada na Avenida Ivo do Prado, vizinho à OAB. Em Sergipe, essa programação foi definida durante reunião das representações das centrais sindicais e da Frente Brasil Popular.

A Força Sindical de Sergipe também está puxando mobilização para a capital sergipana. A concentração deste ato será as 7 horas, na sede da Central, localizada na Avenida Barão de Maruim.

Para o Presidente da CUT/SE, o professor Rubens Marques, é preciso ir as ruas contras as medidas do Governo Temer. “Vamos às ruas contra todas as reformas e todas as ações do governo golpista. Como a partir da próxima semana entra em vigor a reforma trabalhista, vamos informar a população sobre a dimensão do retrocesso que este golpe trouxe para nosso país. Toda a população está convidada a participar. Todos seremos prejudicados. A estabilidade do serviço público está ameaçada pelo projeto da senadora Maria do Carmo (DEM). A estabilidade no serviço público não é um privilégio, mas uma conquista da classe trabalhadora e impede a perseguição política no serviço público. É muito grave o que está acontecendo e ninguém pode ficar de braços cruzados”, afirmou.

O presidente da CTB/SE, Adêniton Santana, diz que os efeitos da reforma trabalhista serão assombrosos. “Estamos em um momento decisivo, diante de retrocessos e perdas de direitos históricos da classe trabalhadora. É imprescindível a participação dos sindicatos com suas categorias para juntos denunciarmos mais uma vez a trama do governo Temer e do capital financeiro em desmontar o sistema nacional protetivo e de relações de trabalho no Brasil. A chamada reforma trabalhista aprovada pelo Congresso como a Lei 13.467 de 2017 precisa ser revogada. Do contrário, os efeitos serão assombrosos: redução do custo do trabalho, com flexibilização e contratação vulnerável de mão de obra e demissões generalizadas. Assim como devemos reagir a reforma da Previdência e a Lei da Terceirização”, disse.

 

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