Artista popular Lupércio Damasceno lançou seu primeiro CD em Lagarto

O álbum “O concriz” conta com músicas autorais, poemas e tem a participação especial de Chiko Queiroga e Antônio Rogério

Foto: Leandro Taques

Com músicas autorais e interpretando canções de artistas que influenciaram sua formação musical, Lupércio Damasceno lançou seu primeiro trabalho artístico no Sarau do Mafra, realizado no Povoado Quilombo, situado na cidade agrestina de Lagarto, no final do mês de janeiro.

Lupércio é pernambucano mas de coração sergipano. Depois que bebeu das águas do Tanque Novo (Povoado de Simão Dias), em 1983, por aqui ficou. Com uma veia ambientalista forte, logo se envolveu na luta pela preservação das árvores imperiais da Praça Barão de Santa Rosa em Simão Dias, e foi construindo sua história em completa sintonia com movimentos sociais, culturais e de juventudes.

Tendo Luiz Gonzaga como um dos seus pilares na sua influência musical, Lupércio decidiu o homenagear no disco. “Em minha vida tive como grande mestre o Luiz Gonzaga. De modo que no CD tem uma homenagem que faço com a canção de minha autoria com o título: ‘Um canto ao Rei do Baião”, revelou. “Também na minha adolescência fui muito influenciado pelas canções tropicalistas de Caetano e Gil. E continuo apreciando muito o trabalho musical desses dois baianos”, completou Lupércio.

O álbum denominado “O concriz”, em homenagem a um pássaro comum na paisagem árida do sertão e que aprecia a seiva das flores e o fruto do mandacaru, é um trabalho artístico, poético e cultural em que Lupércio recita poemas, como os do saudoso Patativa do Assaré, além de contar com participações dos artistas sergipanos Chiko Queiroga e Antônio Rogério e da portuguesa Ana Chã, valorizando a boa música e a cultura popular nordestina.

“Meu trabalho artístico musical é fruto da minha relação e reflexão com as questões socioculturais e está presente tudo o que penso e sinto sobre a vida” Ressalta Lupércio.

Durante o Festival Nacional de Artes e Cultura da Reforma Agrária, que aconteceu em julho de 2016, na cidade de Belo Horizonte-MG, e reuniu a cultura forjada nos acampamentos de lona preta e nos assentamentos da Reforma Agrária, desenvolvida nesses 30 anos de luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Lupércio teve a canção “Quantos Gritos”, presente em seu CD, selecionada para compor o disco final do Festival. O lançamento do CD “Da Luta Brotam Vozes de Liberdade” também aconteceu em Janeiro, na cidade de Fortaleza-CE.

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Comunicador popular, repórter fotográfico, militante político e pai do João Pedro

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