Ato de desagravo contra censura da gestão do TJSE aconteceu nesta terça

Foto: Ascom Sindijus

Na manhã desta terça-feira (26), os trabalhadores do Poder Judiciário realizaram um ato de desagravo na porta do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE).

A nota de desagravo foi lida pelos dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe (Sindijus) na escadaria do anexo do Palácio de Justiça, em nome da categoria e em defesa do dirigente sindical Alexandre Rollemberg, que teve sua fala cerceada na Reunião de Análise Estratégica (RAE) do tribunal.

O fato aconteceu no dia 15 de setembro, quando numa reunião para debater as metas do órgão, o dirigente mencionou os dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a média dos gastos com trabalhadores nos tribunais estaduais. Os de Sergipe aparecem entre as piores médias.

Despesa média mensal com magistrados e servidores, por Tribunal

O protesto teve como foco defender o direito de atuação sindical que, de acordo com a direção do Sindijus, foi flagrantemente desrespeitado.

“O Sindijus, enquanto entidade representativa dos servidores do TJSE vem pautando, no Planejamento Estratégico e nos demais comitês do tribunal, a necessidade de valorização dos servidores. O próprio Planejamento Estratégico do TJSE reconhece que seus servidores tem uma das piores remunerações do país, sendo necessária uma política de valorização. A atuação do Sindijus na RAE reafirmou essa situação, fato que parece ter incomodado o representante da gestão do Tribunal”, afirma Gilvan Santos, coordenador de Relações Institucionais e Comunicação do sindicato.

Também foi evidenciada a contradição entre o fato de o TJSE aparecer entre os tribunais mais eficientes do país e, quando se trata da valorização da remuneração dos servidores, aparecer entre os últimos. A desvalorização dos servidores também demonstra uma contradição em relação às remunerações recebidas pela cúpula do Judiciário sergipano que, assim como no quesito eficiência, aparecem no topo do ranking, com magistrados chegando a ter contracheques de mais de R$ 300 mil.

Todas essas informações foram pontuadas durante o ato, que durou cerca de 2 horas. Também foram distribuídos panfletos explicando as razões do ato e contendo os dados que não puderam ser debatidos na reunião do dia 15 de setembro.

Repercussão

Um ofício foi enviado ao presidente do TJSE, o desembargador Cezário Siqueira Neto, solicitando que providências sejam tomadas em relação ao fato. Além disso, a categoria irá se reunir para debater o caso.

Em defesa dos trabalhadores, a Fenajud (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados) emitiu nota de repúdio à atitude da gestão do TJSE.

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