Bancada de João Alves: de Valadares Filho a Agamenon Sobral

Além de mais uma demonstração de fraqueza do alvismo, o que preanuncia sua derrota eleitoral, e de rememorar as contradições do discurso de Valadares Filho, a Operação Indenizar-se revela vícios inerentes ao sistema político brasileiro em âmbito municipal

Na última semana, praticamente toda a bancada de João Alves (DEM) na Câmara de Vereadores foi suspensa do exercício das funções públicas, por decisão judicial, em razão da suspeita de corrupção com as verbas indenizatórias, às quais cada vereador tem acesso após comprovação de notas de prestação de serviços (no caso, suspeita-se que teriam utilizado notas de serviços inexistentes). Dentre os afastados, Jailton Santana (PSDB), vereador e candidato a vice-prefeito alvista. Dentre os presos preventivamente, o boca-suja-desmoralizado Agamenon Sobral (PHS) e o golpista-filhote Tijoi (PR) (“Adelson Barreto Filho”).

Não bastasse o definhamento nas pesquisas eleitorais, com rejeição acima de 55%, João Alves vê aumentar a fragilidade de sua base política, objeto de investigações avançadas sobre corrupção. Nos programas eleitorais, João somente exibe explicações sobre seu insucesso, além de súplicas abatidas e vexatórias para permanência da família no poder. A única novidade é seu candidato a vice-prefeito, Jailton Santana, o exemplo do fisiologismo: antes era do PSC, de André Moura e dos irmãos Amorim (que apoiam Valadares Filho), agora assumiu a candidatura pelo PSDB, depois do vazamento dos áudios de José Carlos Machado denunciando a podridão da gestão alvista.

Parte da atual bancada de João Alves ainda inclui justamente aqueles ligados ao PSB de Valadares. Sim, não é confusão: é, ao mesmo tempo, da base de João e de Valadares. Exemplo é o vereador Max Prejuízo (PSB), que apoiou João em praticamente todo o seu mandato, com o silêncio-concordância de Valadares – inclusive agora continua vereador pelo PSB, candidato à reeleição –, dando suporte ao descaso em Aracaju. Contraditoriamente, Valadares Filho pretende ser oposição a uma situação de que ele mesmo fez parte.

Além de mais uma demonstração de fraqueza do alvismo, o que preanuncia sua derrota eleitoral, e de rememorar as contradições do discurso de Valadares Filho, a Operação Indenizar-se revela vícios inerentes ao sistema político brasileiro em âmbito municipal, especialmente a relação entre o desvio de recursos públicos e as campanhas eleitorais. A generalização do problema é atestada porque a operação atinge vereadores da oposição e da situação, 15 do total de 24 vereadores.

Essa é mais uma das inúmeras provas da falência do sistema político, do Legislativo ao Executivo, do Congresso Nacional às menores Câmaras de Vereadores. João Alves Filho e Valadares Filho, sem dúvidas, nutrem suas carreiras políticas nesses vícios do fisiologismo e da corrupção. E, a rigor, nessa estrutura, mesmo outros candidatos até então não viciados, por maior comedimento que tenham, enfrentarão dificuldades para administrar sem esquemas fisiológicos.

Entretanto, como as provas dessa falência só se avolumam e, por si, não são suficientes para o avanço na participação política, fundamental mesmo é, a longo prazo, formar a convicção de quantidade maior de pessoas acerca de que é necessário alterar as regras do jogo político (a tal reforma política através de uma constituinte exclusiva), para que ao povo possa ser dado acesso a sua própria representação. Com provas e com convicção.

1 COMENTÁRIO

  1. Valadares Filho, André Moura, Eduardo Amorin sempre foram politícos oportunistas estão com quem estive no poder só pensam neles mesmo a coletividade que se lixe não vamos cair nesse engodo , João Alves também é do mesmo time só nos resta uma opção q já foi prefeito e mostrou etica !

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