Centro de Arte e Cultura J. Inácio abre exposição sobre comunidade quilombola de Simão Dias

A exposição retrata homens e mulheres de várias idades, moradores da comunidade quilombola, que se reúnem para dar voz aos seus problemas, socializando histórias e anseios

Foto: Rebecca Melo

Nesta terça-feira, 28 de março, o Centro de Arte e Cultura J. Inácio apresenta a Exposição “Dança de Roda”, dos fotógrafos Seiji Hiratsuka, Kaio Espinola, Roberto Lacerda, Bruno Silva, Laila Gardênia, Marx Dantas, Gilton Rosas e Marcos Amorim. Com curadoria de Sayonara Viana, a exposição será aberta às 19h com a apresentação do Grupo Dança de Roda da comunidade quilombola de Sítio Alto, sediada no município de Simão Dias.

Ao todo, são 28 imagens em exposição, que retratam os moradores da comunidade, homens e mulheres de várias idades, que se reúnem para dar voz aos seus problemas, socializando histórias e anseios. Entre eles, temas como a vida do agricultor, as plantações e colheitas, cuidado com a saúde, pazes entre pessoas e relacionamentos, em uma roda carregada de mitos de origem e discursos identitários.

As canções e cenas da vida regional revelam o movimento de resistência da comunidade, que incorpora valores e comportamentos definidos por meio da repetição. Os brincantes são acompanhados pela zabumba, triângulo, chocalho e tambor, caracterizados com roupas coloridas e passos bem marcados. As imagens revelam uma poética visual matizada pelo amarelo e pelo movimento, num convívio lúdico e harmônico reinventando a tradição quilombola.

De acordo com o diretor do Centro de Arte e Cultura J. Inácio, Guga Viana, o Centro está aberto para receber todos os segmentos da cultura de Sergipe. “Quanto maior a diversidade que a gente consegue trazer pra nossa casa, mais feliz a gente fica. O importante é que a casa esteja sempre viva e em movimento. A exposição está belíssima e imperdível”, pontua Guga.

O Centro de Arte e Cultura J. Inácio fica localizado na Orla de Atalaia, próximo ao Farol da Coroa do Meio, e pertence à Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão e Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh). A exposição permanece em cartaz até o dia 28 de maio.

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