Equipe da UFS vence Competição Latino-Americana e Brasileira de Robótica

A ideia do Caboclinhos surgiu a partir da necessidade de unir paixões comuns entre os envolvidos no projeto, como o futebol e a robótica

Grupo de Pesquisa em Robótica da UFS, liderado pelo professor Eduardo Freire (à direita, de preto), existe desde 2002. Equipe conta com quatro professores, cinco alunos de mestrado e onze de graduação (Foto: Arquivo Pessoal)

A partir da união de robôs e futebol, o Grupo de Pesquisa em Robótica da UFS estimula nos alunos o estudo de conceitos ligados à Física, à Matemática e à Engenharia através do projeto Caboclinhos, um time de futebol de robôs. O grupo, que existe desde 2002, participou em outubro da Competição Latino-Americana e Brasileira de Robótica 2016 e foi campeão na categoria IEEE Very Small – na edição do ano passado ficou em 3° lugar. O evento ocorreu no Recife.

“O título não tem valor financeiro, mas vale muito mais que isso. Ele coroa um esforço que começou há quase dez anos quando começamos a sonhar em ter um time de futebol de robôs”, informa o professor e fundador do projeto, Eduardo Freire, do Departamento de Engenharia Elétrica (DEL).

Segundo ele, o grupo, que hoje conta com quatro professores, cinco alunos de mestrado e onze de graduação, teve algumas dificuldades de tempo e de disponibilidade dos integrantes para trabalhar no desenvolvimento do time.

“A estrutura mecânica e eletrônica do nosso time não foi modificada. Porém, melhoramos o nosso sistema de visão computacional, que foi um dos pontos fracos do ano anterior, e melhoramos a nossa estratégia de jogo. Felizmente o projeto do nosso time é muito robusto, e os únicos problemas que tivemos durante toda a competição foram com relação ao ajuste final da nova estratégia de jogo”, explica o professor.

Caboclinhos

A ideia do Caboclinhos surgiu a partir da necessidade de unir paixões comuns entre os envolvidos no projeto, como o futebol e a robótica. Segundo Eduardo, a divulgação dos cursos na área de tecnologia era um ponto importante para que a demanda aumentasse e mais alunos se interessassem pela área no sentido de diminuir a carência de profissionais.

O nome do projeto é uma forma de homenagear a manifestação folclórica do estado, que é genuína de Laranjeiras.

Campeonato sergipano

A equipe liderada pelo professor Eduardo Freire vai além do projeto Caboclinhos. Com o auxílio da Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação de Sergipe (Fapitec), os pesquisadores realizam o Campeonato Sergipano de Futebol de Robôs por Simulação, numa ação que pretende popularizar a ciência em escolas públicas e privadas.

“Trata-se de um campeonato com inscrições gratuitas e para o qual a escola só precisa dispor de um computador onde possa instalar o simulador gratuito que usamos. Além disso, nós oferecemos um minicurso de formação também gratuito, preparando os alunos para que possam elaborar as estratégias de jogo de seus times”, ressalta Eduardo.

O campeonato, que está em sua 3ª edição, passou a contar recentemente com o apoio e patrocínio da Associação dos Gestores de Tecnologia da Informação do Estado de Sergipe (Cio-SE). Esta entidade patrocinou também a equipe na Competição Latino-Americana e Brasileira de Robótica.

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