Fórum dos Gestores da Agricultura do NE e MG discute Combate à Pobreza Rural

Participam do Fórum gestores dos estaduais, representantes do Banco Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e outros órgãos parceiros

Ascom Seagri

O Estado de Sergipe participa do 9º Fórum Regional dos Gestores Responsáveis pelas Políticas de Apoio à Agricultura Familiar do Nordeste e Minas Gerais, que acontece nesta quinta, (27) e sexta-feira (28), em Natal/RN. O secretário da Agricultura de Sergipe coordena a mesa sobre a Proposta de Metodologia de Avaliação de Perdas para o Programa Garantia Safra.

Nesta edição o encontro tem como temática “A Nova Ruralidade e o Desenvolvimento Sustentável no Brasil: Desafios para os Estados, Territórios e Municípios”, e está sob a responsabilidade do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Assuntos Fundiários e Apoio à Reforma Agrária.  O foco é a valorização das pessoas, dos produtos e dos territórios da agricultura familiar, investindo na produção e reprodução de qualidade de vida para a sua população, em especial na universalização do acesso às oportunidades produtivas.

Segundo o secretário de Estado de Agricultura, Esmeraldo Leal, o encontro acontece em um momento importante, quando Sergipe vem se destacando na produção de grãos do Nordeste. “Isso tem tudo a ver com o que estamos discutindo aqui”. Ele se referiu à expectativa de safra 2016/2017, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de que o estado apresenta variação positiva de 317,1%, a maior da região. Em segundo lugar está o Ceará, com 182,1%.  Em todo o Nordeste, o crescimento será de 85%.

Para ele, a boa perspectiva para a safra sergipana é fruto, também, do Programa Estadual de Distribuição de Sementes e Mecanização Agrícola desenvolvido pelo governo do Estado. Executado pela secretaria de Estado de Agricultura, com recursos do Fundo de Erradicação e Combate à Pobreza, e gerido pela secretaria da Inclusão, o Programa destinará, este ano, 730 toneladas de sementes (300 de milho, 100 de feijão e 330 de arroz) e 14.545 horas de trator para todo o estado, beneficiando 20 mil agricultores, somando R$ 3,89 milhões. Em horas de trator, serão 7.272 agricultores beneficiados, um investimento de R$1,6 milhão.

Segundo o secretário de Estado de Agricultura, Esmeraldo Leal, o encontro acontece em um momento importante, quando Sergipe vem se destacando na produção de grãos do Nordeste. “Isso tem tudo a ver com o que estamos discutindo aqui” | Foto: Ascom Seagri

“Outro exemplo vitorioso de combate à pobreza é o Projeto Dom Távora realizado com apoio financeiro do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). Em menos de dois anos do primeiro projeto assinado pelo governador Jackson Barreto, já são 30 iniciativas comunitárias de geração de renda recebendo recursos para ampliar os negócios. O compartilhamento de iniciativas de sucesso como estas enriquecem o encontro de gestores”, conta Esmeraldo.

Durante a abertura oficial do evento o secretário da Agricultura do Rio Grande do Norte, Raimundo Costa, manifestou a alegria de receber os colegas gestores e destacou o tema. “É uma enorme satisfação para o estado sediar um Fórum com discussões tão relevantes para a nossa região. Hoje, a agricultura familiar é a responsável por produzir 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros, um número muito significativo e que merece uma atenção especial nas discussões de gestores públicos”, disse.

Um dos momentos mais esperado do encontro foi o painel com a escritora e professora da Universidade de Pernambuco, Tânia Bacelar, que também é graduada em Ciências Sociais e Ciências Econômicas, especialista em Planejamento Global e ainda doutora em Economia pela Universidade de Paris.  A mesa foi coordenada pelo Secretário Raimundo Costa, e teve como debatedor o presidente da Contag, Aristides Veras dos Santos. Bacelar defendeu a valorização no campo. “Quando os recursos chegam, em cidades do Nordeste, o impacto é muito forte. Aliás, a presença do meio rural no Nordeste é muito forte. Os números são eloquentes, o campo cria empregos. Se quisermos enfrentar a pobreza, o debate sobre o meio rural tem que vir”. Ela destacou a importância da região Nordeste para se investir em políticas de ação social. “No Brasil 40% da população está no campo. No Nordeste está 18% da população brasileira. Lá há uma enorme concentração da pobreza e idosos. Ser Nordestino tem um significado cultural muito grande, como não há no restante do país”, complementou.

O presidente da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e o coordenador do Projeto Dom Távora também participam do evento.

FonteAscom Seagri
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