Governo manobra e aprova urgência para reforma trabalhista. Veja como cada deputado sergipano votou

Depois da derrota de ontem, Planalto "tratora", como disse a oposição, e consegue 57 votos a mais para o requerimento do que ontem

Foto: Márcio Garcez

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (19), o regime de urgência para o substitutivo ao Projeto de Lei 6.787, que mexe com a legislação trabalhista. Era uma nova tentativa de aprovar a urgência, rejeitada na sessão de ontem, em uma derrota do governo. Desta vez, foram 287 votos a favor, 30 acima do número necessário e 57 a mais do que ontem, e 144 contrários, menos que os da véspera (163).

A base governista tentava votar de qualquer maneira, enquanto a oposição queria mais tempo. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ignorou recurso contra o requerimento de urgência e esticou o prazo para garantir quórum maior do que o da véspera. A estratégia irritou a oposição. “Desse jeito não tem mais relação política aqui dentro”, disse o líder da minoria, José Guimarães (PT-CE). “O governo não pode agir desse jeito, não pode tratorar”, acrescentou.

Para ele, a retirada da urgência era importante para “pacificar” a Casa. O deputado lembrou que, no caso da reforma da Previdência, foi possível chegar a um acordo para votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287 em 2 de maio.

Ontem à noite, o plenário rejeitou o requerimento de urgência por insuficiência de votos: foram 230 a favor, quando o mínimo necessário é 257. Outros 163 votaram contra. Aprovada a urgência, não é possível pedir vista ou fazer mais emendas na comissão especial que discute o substitutivo, feito pelo deputado Rogério Marinho (PSDB-RN).

“Essa história de ser ao mesmo tempo presidente da Câmara e líder do governo não é algo que seja razoável”, criticou o líder do Psol, Glauber Braga (RJ), referindo-se a Rodrigo Maia. O partido apresentou recurso para que a matéria não seja votada, afirmando ter o mínimo necessário de um terço dos deputados presentes, mas Maia ignorou o pedido e encaminhou a votação do requerimento de urgência. Parte dos parlamentares subiu até a mesa para pressioná-lo, gritando “golpe”.

“Manobra vergonhosa”, disse Henrique Fontana (PT-RS). “Mais de um terço não quer votar essa matéria. Vossa excelência está ferindo o regimento”, acrescentou Maria do Rosário (PT-RS), dirigindo a Maia. “Propus votar no dia 3 de maio, e o PT não quis”, afirmou o presidente da Câmara.

CONFIRA COMO CADA DEPUTADO POR SERGIPE VOTOU:

Sergipe (SE)
Adelson Barreto PR Não
André Moura PSC Sim
Fábio Mitidieri PSD Não
Fábio Reis PMDB Não
João Daniel PT Não
Jony Marcos PRB Sim
Laércio Oliveira Solidariedade Sim
Valadares Filho PSB Não
Total Sergipe: 8

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