Grupo de pesquisa ganha prêmio por investigação sobre Trabalho Escravo em Sergipe

Nessa última sexta-feira (22), o grupo de pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo (TEC) recebeu o prêmio de melhor trabalho de comunicação oral apresentado na Semana de Iniciação Científica da Universidade Federal de Sergipe. O grupo é formado pelos estudantes de Direito Kethlly Brito, José Carlos da Silva Júnior e Victoria Moitinho e é coordenado pela Professora Shirley Andrade.

A docente revela a importância da pesquisa em Sergipe pelo fato de não haver registros de Trabalho Escravo Contemporâneo (TEC) no estado nos dados Ministério do Trabalho (MT), órgão que faz o levantamento anual das libertações de trabalhadores nessas condições de trabalho. Devido a isso, propagava-se a inexistência dessa indignidade no estado.

A coordenadora esclarece ainda que há uma divergência de dados entre o MT e o Ministério Público de Trabalho (MPT), também responsável pelo combate ao TEC. O que não significa que essa forma de exploração não exista nas relações de trabalho em Sergipe. Há informações da existência de TEC nos arquivos do MPT desde 2005. A pesquisa passou por uma primeira fase e agora irá estudar com profundidade esses dados do MPT.

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