Haja coração e cabeça

Por Joaquim Vela

Imagine a seguinte situação: você descobre que o seu pai, a quem você chama de herói, de quem tem muito orgulho, para quem você conta seus segredos, é um bandido profissional e está vinculado a uma facção criminosa. Ou imagine que esse mesmo cara é o seu esposo, pai do seu filho em gestação e que rouba o seu dinheiro para financiar o crime organizado. Imaginou? Agora tente descrever o que você sentiria nestes dois casos, o que faria, como reagiria. É isso que estão vivendo Dante (Marco Pigossi) e Toia (Vanessa Giácomo) em A Regra do Jogo, que já está na reta final e tem desvendado muitos mistérios nas últimas semanas.

Não está sendo nada fácil para Dante, o jovem policial honesto e justiceiro, descontruir a imagem que sempre teve do pai Romero (Alexandre Nero) e encarar a realidade sobre ele. Para aumentar mais o seu drama, nessa semana sua mãe adotiva Kiki (Deborah Evelyn) voltou depois de ter desaparecido a 20 anos em um sequestro. As peças não encaixam na cabeça do rapaz. Como o pai pode ter sido tão frio e maldoso? Como Kiki pode ter ficado tanto tempo sem aparecer? Como ela pôde se apaixonar e ter uma filha com Zé Maria (Tony Ramos) o bandido que ele mais procurou durante a novela? Como? Como? Ainda o rapaz não tem todas as respostas.   

Já Toia, a mocinha do morro da Macaca, não consegue entender como se deixou enganar por Romero e amarga a dor de gerar um filho dele. Para piorar o seu drama, o bandido, que parece estar em crise crônica de consciência, a sequestrou sob a alegação de que mudou para o lado do bem e que pode ser um bom pai e marido. A coitada está feito uma onça andando para lá e para cá no cativeiro, bolando uma estratégia para deixar as garras do malfeitor arrependido, enlouquecendo aos pouquinhos.

Estou com pena de Dante e Toia. Que barra é descobrir o que eles descobriram sobre Romero! Fico imaginando como pessoas da vida real que viveram situações parecidas deram conta de seguir em frente. Perder a confiança no pai e no marido é como perder o rumo de casa. Haja coração e cabeça! Vamos ver o que os aguarda nos finalmentes do folhetim.  

Você conhece alguém que viveu a situação dos dois? Conta para mim no quimvela@brasildefato.com.br.

Até semana que vem!

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