Movimentos sociais convocam manifestações por diretas já a partir desta quinta (18)

Na capital sergipana o ato acontecerá a partir das 14h na Praça Camerino

Primeiro a Globo inflou manifestações para acabar com governo Dilma. Protegeu Eduardo Cunha, protegeu Aécio Neves, protegeu Michel Temer e protegeu o juiz de Curitiba que disse que as perguntas que Cunha endereçou a Michel Temer não vinham ao caso. O poder econômico representado pela Globo está tentando entregar os anéis para não perder os dedos. Convocou seus colunistas para defender a eleição indireta – chamada de “constitucional” –, para o caso do afastamento de Temer.

A Globo é parte determinante do golpe. O comentarista de política do telejornal noturno da emissora disse que a situação em Brasília mudou, “e para pior”. Para quem?

Não há outra saída para a reconstrução da democracia e dos direitos do povo brasileiro que não sejam eleições diretas já.

“É um momento de cautela, mas ao mesmo tempo de resistência e de retomada das ruas de todo o país. O momento é ir para a rua e pedir Diretas Já”, diz João Paulo Rodrigues, da direção nacional do MST, que integra a Frente Brasil Popular. Ele se refere à crise política instaurada no país após a denúncia de que o presidente golpista, Michel Temer (PMDB), teria dado o aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha frente a uma possível delação premiada.

“Estamos convocando mobilizações para todo o país a partir desta quinta-feira (18). Queremos fazer domingo como um grande dia de paralisação nacional. Um dia em que toda a classe trabalhadora pare o país e esteja nas ruas, nas praças pedindo Diretas Já”, diz João Paulo.

“O governo acabou. O Congresso precisa parar o que está fazendo e cumprir a sua primeira missão, que é a de cassar o mandato de Michel Temer e, em seguida, o Brasil precisa de eleições diretas”, afirmou o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), ao defendeu o protocolo de pedido de impeachment de Temer na Câmara. “O mais estarrecedor do áudio é a sugestão do presidente do PSDB para matar o recebedor da propina antes que haja uma delação”, postou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Em nota, o Psol manifestou apoio ao pedido de impeachment, ao levantamento do sigilo do processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a interrupção “imediata” do trâmite das reformas. “O momento exige o afastamento imediato do presidente Temer”, reforçou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

A realização de eleições diretas, como meio de reconstituir a ordem democrática e tirar o país da paralisia, há tempos vem sendo a bandeira das organizações populares. As frentes Brasil Popular e Povo sem Medo estão convocando manifestações em todo o país a partir desta quinta-feira (18), em várias capitais, e um grande ato para domingo (21). Na capital sergipana o ato acontecerá esta quinta-feira (18), as 14h na Praça Camerino. Na próxima semana, “ocupação” de Brasília convocada por centrais e movimentos sociais contra reformas trabalhista e da Previdência ganham força.

Com informações da Rede Brasil Atual e Brasil de Fato

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