“Lá vem o Homem da Meia-Noite
Vem pelas ruas a passear
A fantasia é verde e branca
Para brincar o carnaval…”
(Hino do O Homem da Meia-Noite)

Não dá para pensar o carnaval de Olinda sem o calunga do O Homem da Meia-Noite. Assim como é o Galo da Madrugada para o Recife, que no sábado de Zé Pereira abre o carnaval na Veneza Brasileira, em Olinda é ele quem abre oficialmente as festividades na virada do sábado para o domingo. Isso ocorre desde 02 de fevereiro de 1931, dia de Iemanjá, quando o boneco nasce através da genialidade de cinco trabalhadores: o pintor de paredes Luciano Anacleto de Queiroz; o carpinteiro Sebastião da Silva; os encadernadores Cosme José dos Santos e Heliodoro Pereira da Silva, e o sapateiro Manoel Joaquim dos Santos (Neco Monstro).

O local da criação do Clube Carnavalesco de Alegoria e Crítica O Homem da Meia-Noite é a sede até hoje, no Bairro do Bonsucesso, no sítio histórico de Olinda, continuando a tradição, abrindo o carnaval e arrastando milhares de foliões pelas ladeiras seculares da cidade.

Anos mais tarde foram criados outros bonecos para acompanhar o grande calunga de verde e branco. Daí nascia a Mulher do Dia, no ano de 1967, para ser a companheira desse homem misterioso. O casamento acontece no meio do Carnaval nos anos 80, resultando dessa união carnavalesca, em 1974, o Menino da Tarde.

Com passar dos anos, os bonecos gigantes de Olinda ganharam notoriedade e fama pelo Brasil e pelo mundo. Hoje, representam vários personagens e figuras da política, da música, da cultura e entre outros. O Homem da Meia-Noite é Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2006.

Então está esperando o que para visitar Olinda e admirar esses gigantões da folia pernambucana? Vale a pena!

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Discente de História na Universidade Federal de Sergipe. Estagiou no Museu do Homem Sergipano e na Biblioteca Pública Epifânio Dória

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