O imposto do impostor: o povo já entendeu o combustível do golpe

Foto: Divulgação

Após alguns dias do anúncio sobre o aumento da tributação sobre os combustíveis, ainda se assiste a insatisfação dos brasileiros. Segundo o governo golpista, o aumento do tributo sobre os combustíveis é uma medida para, em primeiro lugar, manter a meta fiscal estabelecida para 2017 e, em segundo, assegurar o crescimento econômico, o qual, segundo o “Vampirão”, já estaria em retomada.

Logo após o aumento, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) inflou o famoso pato amarelo na avenida Paulista, para protestar contra a medida anunciada. A mesma Fiesp que apoiou o impeachment da presidenta Dilma, através da campanha “Chega de pagar o Pato”, e que apostou em seu presidente impostor com a promessa de que não aumentaria os impostos.

Se para aliados do presidente impostor já está difícil de engolir a justificativa de tal medida, imagine para o povo brasileiro, o qual fora objeto de ironia e cinismo do impostor: “a população entenderá”.

Como o povo trabalhador irá compreender algo desse tipo, se o que se assiste é a piora de suas condições de vida. Até porque quem vai pagar a conta são os trabalhadores, não só com o aumento dos combustíveis, mas também com as consequências que são geradas, como o aumento no preço de outros produtos e serviços. Basta qualquer pessoa frequentar a feira ou o supermercado na semana posterior ao aumento dos combustíveis. O fato é que o trabalhador brasileiro vem sofrendo golpe atrás de golpe e o aumento do imposto dos combustíveis é mais um elemento dentro do cenário “temeroso”.

Isso tudo após o maior dos golpes que foi a aprovação da reforma trabalhista, a qual causará impacto na vida do trabalhador ao flexibilizar direitos como jornada de trabalho, intervalo e férias, além de submetê-lo a condições mais precárias de trabalho.

Se os trabalhadores em geral não tem o que comemorar, muito menos o trabalhador rural, que, nas proximidades do dia 25 de julho, Dia do Trabalhador Rural, está ameaçado a perder seus direitos através do Projeto de Lei 6.442/2016, de autoria do deputado Nilson Leitão (PSDB/MT), líder da bancada ruralista na Câmara, que propõe alterações nas leis trabalhistas no campo como: a possibilidade do trabalhador rural ser pago com habitação, parte da produção, concessão de terras, e não com salário; jornadas de até 12 horas e o fim do descanso semanal, já que passa a o permitir trabalho contínuo por até 18 dias; propõe a revogação da Norma Regulamentadora 31, que garante que os empregadores forneçam aos empregados equipamentos de segurança que garantam a integridade física dos trabalhadores ao cumprimento de normas sanitárias para o uso de defensivos agrícolas e fertilizantes.

Em resumo, o aumento dos impostos e dos preços dos produtos básicos, a reforma trabalhista e o PL 6.442/2016, são propostas claras de defesa dos interesses de empresários e patrões em detrimento do descaso com os interesses dos trabalhadores. Nesse cenário, o povo já entendeu o que move o projeto golpista. Por isso, certamente hoje Temer não tem sequer os sofríveis 7% de aprovação (Pesquisa do Instituto Datafolha) que tinha em junho.

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