Diante de tantas denúncias de corrupção o governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) passa a respirar por aparelhos. Sabendo disso o inoportuno mandatário se desorienta para a reunião do G20 em Hamburgo, na Alemanha, onde esperava se esconder dos maus augúrios que insistem em anunciar sua iminente queda. Lá pôde demonstrar sua insignificância e desconhecimento de realidade ao afirmar que o Brasil não vive crise econômica e terminou voltando para casa sem reunir com nenhum chefe de estado e sem tomar parte do documento final da reunião.

Essa semana o governo golpista será atacado por ter em sua composição criminosos que em horas vagas atuam como políticos e fizeram do seu ofício a jogatina de venda de leis, Medidas Provisórias (MPs) e propina por meio de caixa dois, que na verdade é a forma como se fez política no Brasil até aqui. Depois que o “Joesley” desnudou a prática política do presidente golpista lhe resta sofrer um rito de condenação similar ao que passou a presidenta eleita Dilma Roussef (PT). Tende a passar pela Comissão de Constituição e Justiça, pode ser que a sessão seja também em um domingo e transmitido em TV aberta, mas pode também que o Temer num ato de “grandeza” faça sua renúncia e demonstre para o mercado que está de fato colaborando para que seja aprovado as reformas essenciais para acumulação dos investidores, quais sejam: a reforma trabalhista e previdenciária.

O golpista Temer insiste no cargo por pura vaidade e utiliza de todos os recursos possíveis, ou melhor emendas parlamentares. Está comprovado o volume de recursos que está sendo liberado para a base aliada e aqui em Sergipe os deputados golpistas não tem vergonha de fazer política com esse tipo de vantagem. Os principais são André Moura (PSC), que insiste com inserções na TV, e Laércio Oliveira (SD) que insiste em atuar num terreno que não é sua praia, como foram os recursos de reordenamento fundiário que a mídia veiculou como se fosse uma conquista sua, com a complacência de Jackson Barreto (PMDB).

A classe trabalhadora que viveu o golpe na democracia brasileira e todo o teatro de inquisição não pode se sujeitar a assistir mais um jogo de cena sem cobrar o que vem sendo construído na confluência das organizações populares, por isso se forja unidade nos atos e nas greves que denunciam os interesses dos poderosos que precisam extirpar direitos dos trabalhadores para ampliar suas taxas de lucro.

Nesse sentido apresentamos uma síntese que foi elaborada pela Frente Brasil Popular a cerca do Plano Popular de Emergência, a qual devemos propagar e difundir de modo incansável. Aqui propõe-se expressar publicamente este Plano – como porta de entrada para o todo de seu conteúdo – em quatro palavras/temas/símbolos:

EMPREGO – ALIMENTO – MORADIA – ENERGIA

Gerar Emprego implica debater e propor obras públicas, solução de problemas quotidianos (estradas, abastecimento de água, saneamento básico), retomada do crescimento, saúde, educação, outra política econômica, outra política fiscal.

Alimento puxa o debate da Reforma Agrária, apoio e recursos aos pequenos agricultores, agricultura camponesa, abastecimento popular, produção de comida saudável, superação da fome, programa camponês, geração de trabalho no campo, mudança no modelo agrícola.

Construir milhões de Moradias representa dignidade para morar e viver, significa muita gente trabalhando, geração de atividade econômica e emprego em cascata em todos os ramos da economia, saneamento, reforma urbana, qualidade de vida no interior e nas cidades.

A Energia traz à tona a defesa do Pré-sal e da Petrobras, a Eletrobras, o conteúdo nacional, a soberania nacional, o patrimônio mineral de todos os brasileiros para todos os brasileiros, o reforço e a qualidade da energia para os pequenos agricultores, recursos para saúde e educação, tecnologia, energia renováveis, muito emprego, reerguimento do país.

Difundir esta simbologia entre os trabalhadores e trabalhadoras deste país, além de ser uma tarefa militante é a demonstração de que as idéias presentes na cabeça do seu povo é o preenchimento de um país que ainda não se realizou como nação.

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