O debate sobre a privatização da Companhia de Saneamento de Sergipe (DESO) não é de agora, porém ganha mais fôlego atualmente devido ao cenário de privatizações que está por vir arquitetado pelo governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (PMDB).

Na lista do governo golpista diversos setores estão na mira da privatização como aeroportos, loterias, empresas de energia, mineração, campos de exploração de petróleo, rodovias, ferrovias, portos e as empresas de abastecimento de água e saneamento básico.

Tal medida vem sendo imposta aos estados para quitarem parte de suas dívidas com a União e como forma de colocar em curso a agenda neoliberal defendido por Temer.

Na tentativa de manter a “paz” com o governo golpista, no início de 2017, o governador Jackson Barreto (PMDB) sinalizou a favor da privatização da DESO com o argumento da falta de eficiência da empresa com relação aos serviços prestados à população sergipana. Posição esta que era contrária no período de campanha para as eleições em 2014.

Oportunismo por oportunismo, os dois maiores adversários políticos de Jackson, os senadores Antônio Carlos Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (PSDB), que em seus projetos políticos sempre foram a favor das empresas privadas, da proposta de terceirização e da flexibilização das leis trabalhistas, se posicionam contra a privatização.

Diante de posicionamentos um tanto quanto contraditórios e com diversos interesses políticos por trás, cabe questionar quais serão as consequências da privatização da DESO para os sergipanos e sergipanas.

Os mais diversos exemplos de privatização do abastecimento de água e saneamento em nosso país têm mostrado o aumento exorbitante das tarifas, nenhuma melhora ou eficiência na prestação do serviço, a falta de acesso ao saneamento básico por comunidades carente e da periferia e a possibilidade de suspensão da tarifa social que é paga por pessoas com renda baixa.

Além disso, a privatização precariza as relações de trabalho, como também estabelece uma queda na qualidade dos serviços prestados devido à grande rotatividade de trabalhadores, sem falar nos aspectos negativos a economia do estado. Em outras palavras, a conta da privatização da DESO será paga pelo povo sergipano.

Privatizar a DESO significa entregar de bandeja o patrimônio do povo sergipano em benefício das empresas do setor privado. Portanto, é necessário que os sergipanos e sergipanas abracem a luta contra a privatização da DESO e digam “NÃO” a mais um retrocesso em curso.

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