O pequeno estado de Sergipe não consegue esconder a tamanha estupidez do governo golpista de Michel Temer (PMDB), muito se deve pela natureza mesquinha de um político de baixa estirpe, como André Moura (PSC-SE), que ao menos ilustra com maestria a natureza conservadora, oligárquica e antidemocrática do golpe no Brasil.

Quem conhece André Moura em Sergipe sabe que ele é filho de Reinaldo Moura e Lila Moura (quando a elegância é necessária), sabe também de suas raízes na pacata cidade de Pirambu, antigo balneário de veraneio dos políticos de menos prestígio em Sergipe, talvez por não conseguirem um quinhão de praia em balneários do Sul Sergipano. Pois bem, as pessoas envolvidas com a política tiveram acesso a notícias, num pleito eleitoral passado, de que “santinhos” de André Moura foram apreendidos em um carro com bilhetes de R$50,00 grampeados, coisa pouca, em torno de R$146.000,00. Sabem também de uma mania feia que ele tinha de fazer o “mercadinho” com suas necessidades particulares e mandar a conta para a prefeitura de Pirambu, porque segundo ele, o prefeito ali estava porque ele quis.

André Moura foi pinçado no meio do baixo clero da câmara dos deputados por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que segundo alguns articulistas segue de dentro da cadeia alinhavando posicionamentos políticos para sustentar a “pinguela”, nome dado por FHC ao programa “ponte para o futuro”, de Michel Temer.

A mutação de um deputado inexpressivo do baixo clero para um influente lobista da bancada ruralista não cheira nada bem. Ainda mais quando se sabe da boca do presidente exonerado da FUNAI, Antônio Costa, que foi demitido do cargo por não ter acatado as indicações de 20 nomes do Deputado André Moura, que segundo o gestor exonerado, “20 nomes que nunca haviam visto um índio”, justamente no mês dos recentes casos de chacinas no Mato Grosso, assassinatos no Pará, crescente número de conflitos indígenas etc.

A preocupação em saber quais seriam os 20 nomes indicados por André Moura é constatar se ele ainda é um politicozinho qualquer que queria liberar qualquer sorte de lambe botas ou se está acontecendo algo mais preocupante como uma aliança ofensiva do agronegócio, com interesses diretos na demarcação de terras indígenas, mas também na cessão dessas terras para empresas transnacionais de mineração.

Se essa mutação de André Moura está de fato acontecendo, o buraco é mais embaixo e necessitamos conformar uma forte aliança da classe trabalhadora para denunciar os planos do agronegócio, que juntamente com a retirada de direitos previdenciários e trabalhistas estão pavimentando a apropriação capitalista dos recursos naturais brasileiros.

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