Quem foi Carlos Burlamaqui?

Rua Carlos Cesar Francisco Burlamaqui,
antiga Rua Vitória,
popular Vitória Torta,  foto tirada nos anos 50,
foto de José Hiran Fontes Santos
Depois da carta régia assinada por D. João VI elevando Sergipe à categoria de capitania independente, a nova capitania precisava de um governador. Então no dia 25 de julho de 1820, D. João nomeia o português Carlos Cesar Francisco Burlamaqui para governar a nova capitania do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Ele somente tomou posse em 20 de fevereiro de 1821. Ocorrida em São Cristóvão, a posse se deu em clima conturbado pela chegada de cartas da Bahia que determinavam que ela não se realizasse.
Apesar dos protestos baianos a posse ocorreu em fidelidade ao Rei Dom João VI. No entanto, no dia 18 de março do mesmo ano, o governador foi deposto do cargo por uma força armada a mando da Bahia, reforçada pelo apoio da Legião de Santa Luzia, comandada pelo senhor de engenho Guilherme José Nabuco de Araújo. Carlos Burlamaqui foi conduzido preso para Salvador.

Com este episódio, frustrou-se temporariamente a emancipação política de Sergipe. Se por um lado os senhores de engenho não queriam a independência, por outro, líderes do agreste e do sertão, criadores de gado como Joaquim Martins Fontes e José Leite Sampaio, tomaram posição em defesa da emancipação política de Sergipe e, a partir de 1822, pela Independência do Brasil. “Os dois processos se confundem e confluem”. A adesão à Independência do Brasil significou a aceitação da emancipação de Sergipe, uma vez que o Imperador Pedro I confirmou a Carta Régia de D. João VI. “Sergipe fica politicamente separado da Bahia e torna-se uma província do Império”.
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