O momento político que vivemos ainda necessita de um chacoalho, de uma motivação para seguir em alerta e perseguir conquistas, mais do que nunca precisamos instrumentalizar para toda a população os ganhos reais que podem ser alcançados com a possibilidade de uma vitória popular.

Apesar de que o jogo político vem sendo transferido cada vez mais para o judiciário, que sob a ótica de muitos já pode ser definido como o partido da justiça, temos um aceno de que este não quer carregar esse fardo no momento decisivo, leia-se: inelegibilidade de Lula em 2018.

Mesmo tendo sido mostrado a tensão institucional entre o senado federal e o judiciário, no caso de Aécio Neves, existe um conflito no entendimento sobre qual o papel do Supremo Tribunal Federal, onde alguns reivindicam que o STF é uma corte constitucional, que deveria se preocupar exclusivamente em defender a nossa constituição, porém devido ao famigerado “foro privilegiado” o STF se transformou em uma corte penal sujeita ao assédio de políticos corruptos que rezam para não chegarem na encruzilhada que vive Aécio Neves, e passar a negar uma máxima sagrada na democracia burguesa: “Decisão judicial não se discute, se cumpre”.

Foi sob essa máxima que aconteceu o impeachment da presidenta Dilma, onde se escutou do judiciário de que o processo por ela vivido atendia os preceitos constitucionais. Ainda que seja comum escutar nas sinceras análises da direita de que ela já não conseguia coordenar uma base parlamentar e que por isso foi impedida, indagamos aos leitores da Expressão Sergipana: Como pode Temer, com todas as denúncias e indícios criminosos, coordenar uma base parlamentar?

Os 51 milhões de reais de Gedel já respondem essa questão, a política da locupletação é a regra no Brasil, o sistema político está mais que falido, porém segue legislando contrariamente aos anseios do povo brasileiro, como no caso da Emenda Constitucional que congelou gastos públicos e limitou investimentos por 20 anos, a reforma trabalhista e as mudanças nas regras de exploração e de distribuição dos royalties do Pré-Sal.

O (des)governo ilegítimo de Temer nos mostra desde seu início o sentido das palavras de ordem que ecoaram nas manifestações populares, seja o um único som: “Fora Temer!” e “Diretas Já!”. A primeira decorre da clareza de que sua ascensão advém de um golpe parlamentar articulado de forma meticulosa, já a segunda não conseguiu ser defendida com a merecida força social e vivemos uma ameaça militar subterrânea de que se o Lula não for preso ou ao mínimo fique inelegível, melhor que não ocorra eleição em 2018.

A definição da política brasileira passa por eleições diretas, com a participação do ex-presidente Lula e pela defesa de um projeto de nação, que não está contemplada na guinada neoliberal que vivemos sob a condução do golpista Michel Temer e rejeitada por 95% da população brasileira.

Nosso desafio é dialogar com a população a necessidade de revogar todas as medidas promovidas pelo governo ilegítimo de Temer, porque feriram a soberania nacional e afundaram o Brasil ainda mais em uma crise econômica e social.

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1 COMENTÁRIO

  1. Isto é Brasil, companheiro !! A Polícia Federal vem a público e diz que uma quadrilha governa o país – um “quadrilhão” – segundo a polícia, e nada acontece, o bando permanece governando o país e dando risada do povo, com a chancela da Corte suprema do nosso país.

    Para mim, as elites políticas dominantes do país estão no fundo do poço, completamente falidas. Deram o Golpe, mas não sabem como administrá-lo porque a grande maioria da população não está com eles.

    Dia após dia notícias dão conta das tramas e conluios urdidos pelo governo federal e seus aliados na Câmara e no Senado para se manter no Poder, impunes dos crimes que lhes são imputados, transformando o parlamento federal num balcão de negócios, um verdadeiro comércio a céu aberto, que funciona na base do “toma lá, dá cá” entre executivo e legislativo, valendo-se da explícita omissão do judiciário.

    Malas lotadas de dinheiro sujo, políticos flagrados com dinheiro de propina nos bolsos das calças, na cueca, em sacolas; gravações com parlamentares combinando roubar o povo, tudo documentado, tudo filmado, tudo denunciado e, até agora nada!!! Essa turma permanece governando o país, diante de um STF lento e omisso.

    Se o STF não fosse uma corte covarde como é… Se fosse uma corte séria, isenta de politicagem, de conchavos e conluios… Se seus ministros fizessem valer os mandamentos da Constituição Federal, o impeachment seria anulado, e já estariam atrás das grades os artífices desse Golpe sujo, que fez mergulhar os Poderes da nossa República no estado de profunda decadência moral e de infâmia em que se encontram, sem prazo para ter fim. Lamentavelmente!

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