Saiba como aproveitar melhor o carnaval ao lado das crianças

Foto: Maique Martens

Carnaval é um período de muita festa para milhares de pessoas. E quando se fala em diversão, qualquer idade pode entrar na brincadeira. Porém, para que os bons momentos não acabem em preocupações, é necessário ficar atento à segurança e à saúde, sobretudo das crianças.

O chefe da 5ª Seção da Polícia Militar de Sergipe (PMSE), coronel Paulo César Góis Paiva, alerta que, antes de qualquer coisa, é preciso fazer uso do bom senso e evitar levar crianças de colo para locais de grande aglomeração, onde há o abuso dos aparelhos sonoros, pois essa prática põe em risco a saúde e o bem-estar delas.

Ainda segundo o coronel, outra orientação é colocar sempre uma etiqueta, crachá ou pulseira com a identificação da criança, principalmente com o telefone do responsável, para que seja feito o contato, caso elas se percam. “Isso é muito importante, pois além de casos assim serem frequentes, sem essa informação, nossa capacidade de resolver os problemas fica bastante reduzida. Nesses casos, só nos resta o encaminhamento ao conselho tutelar, o que pode causar transtornos para os pais e para as próprias crianças”, informou.

E como praia tem tudo a ver com carnaval, o comandante do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Hector Monteiro, dá outra dica importante. “Evitar qualquer tipo de artifício que seja utilizado como boia, a exemplo das câmaras de ar e pranchas de isopor, pois eles encorajam as crianças a acessarem partes mais profundas. O problema é que a maioria das crianças não tem muita firmeza e equilíbrio, logo, no momento de uma onda ou correnteza mais forte, ela pode acabar se soltando. Em uma situação como essa, se ela está em uma grande profundidade, os riscos de afogamento são muito altos”, alerta.

Veículos

É muito comum encontrar pessoas guiando veículos em áreas de rios e praias na época de carnaval, porém o comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), major Deny Ricardo dos Santos, informa que, depois da nova legislação de trânsito, a fiscalização ficou ainda mais rígida.

“Desde novembro do ano passado os quadriciclos foram elevados à categoria de veículo ciclomotor. Logo, eles estão enquadrados na legislação de trânsito que regem o tráfego comum. Ou seja, o uso do capacete, e os processos de emplacamento e licenciamento são obrigatórios, além, é claro de o trânsito ser restrito às vias normais. É vedada qualquer tipo de circulação dentro das faixas de areia. Quem flagrar alguém transgredindo essa norma pode denunciar para o 190 que, imediatamente, encaminharemos uma viatura para fazer a autuação e, em casos mais graves, a apreensão do veículo”, declarou o major.

O coronel Hector também orienta que dentro de rios e mares é preciso que os pais deem atenção aos seus filhos e não os incentivem na realização de ações que conflitam com as leis. “Nós flagramos diversos casos em que os próprios genitores colocam crianças para pilotar embarcações e jet skis, o que é um absurdo, já que para guiar qualquer veículo dessa natureza a pessoa precisa ter mais de 18 anos e estar habilitada pela Marinha do Brasil. Além disso, para quem está apto a comandar essas embarcações, é necessário manter a distância de 200 metros da área de banhistas, a não ser que seja para atracar ou desatracar. Nesse caso, o condutor deve estar em baixa velocidade e não colocar em risco, sob nenhuma hipótese, a segurança das pessoas que estão dentro da água.

De acordo com o tenente-coronel, qualquer pessoa que presenciar atos que desobedeçam essas normas, pode fotografar ou filmar a infração e denunciar para a Marinha através dos telefones (79) 3711-1646 ou (79) 99927-4930 (ligação ou Whatsapp). Também é possível abrir uma reclamação formal para a ouvidoria do órgão, que pode ser acessada através do link.

Saúde

Tão importante quanto a segurança, são os cuidados com a saúde infantil. Para isso, a pediatra do Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe – Ipesaúde, Eurides Simaria Dantas de Alencar, orienta que é necessário dar muita atenção à exposição solar, sempre utilizando protetores. “No caso das viagens, é bom ter atenção com os horários. Evite expor a criança a temperaturas muito elevadas e, em conjunto com o protetor, dê muito líquido. Quanto menor a criança, mais rapidamente ocorre a desidratação. O indicado é que, pelo menos, a cada três horas seja ingerido algum líquido [de preferência água ou sucos], mas isso também pode variar dependendo do clima”, reforçou.

A pediatra ainda destaca que a alimentação também deve ser leve, de fácil digestão, para não causar mal-estar durante as brincadeiras. “E, além disso, se a criança necessita de medicações, é importante que os pais sempre levem os remédios que ela costuma utilizar, mas a orientação médica nunca deve ser dispensada”, complementou.

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