Sergipe se prepara para a Greve Geral na terça-feira (5)

“Só conseguiremos derrubar a Reforma da Previdência nas ruas”, afirmam as organizações populares e sindicais

Terminal do DIA sem ônibus durante a primeira Greve Geral de 2017 | Foto: Expressão Sergipana

As entidades que compõem a Frente Brasil Popular dão o pontapé inicial para organizar mais uma Greve Geral em Sergipe. A mobilização no dia 5 de dezembro será em defesa da Previdência, dos direitos dos trabalhadores e da soberania nacional. Em reunião na tarde desta quarta-feira (29), organizações do movimento sindical e social decidiram orientar os trabalhadores sergipanos a cruzarem os braços.

A reunião contou com a presença de lideranças da CUT (Central Única dos Trabalhadores), UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), Sinttra (Sindicato dos Rodoviários), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MOTU (Mov. Organizado dos Trabalhadores Urbanos), MPA (Mov. dos Pequenos Agricultores), MCP (Mov. Camponês Popular), PT (Partido dos Trabalhadores), mandato da deputada Ana Lúcia, Consulta Popular, Levante Popular da Juventude e Central de Grêmios Estudantis.

O presidente da CUT/SE, Rubens Marques garantiu que “terça-feira, no momento que o Congresso corrupto vai estar votando a destruição da Previdência, não haverá transporte público em Sergipe, o comércio vai fechar, assim como estradas e rodovias também serão bloqueadas”.

“Nesse momento, não resta alternativa para barrar a reforma da Previdência a não ser fazendo uma greve geral. Precisamos demonstrar nossa insatisfação com esse governo golpista que quer acabar com o direito à aposentadoria”, afirmou Adêniton Santana, presidente da CTB-SE.

Para o sindicalista, se o povo brasileiro não ocupar as ruas para dar um basta nos acordos feitos entre quatro paredes pelo presidente Temer com a ala conservadora do Congresso Nacional, a reforma da Previdência corre o risco de ser aprovada. “Nós sabemos que o governo usa as emendas como forma de conseguir apoio e se fizermos nada para barrar, nem nós nem os nossos filhos e netos irão se aposentar”, enfatizou Santana.

MOBILIZAÇÃO INTENSA

Os professores e professoras da rede estadual e das 74 redes municipais filiadas ao SINTESE decidiram aderir à greve nacional, em assembleia realizada nesta quinta (30).

Os trabalhadores do Fisco e os servidores públicos do estado também vão paralisar as atividades. A decisão foi tomada em assembleias convocadas pelas direções do Sindifisco e Sintrase. Os bancários, enfermeiros, servidores públicos de Indiaroba e trabalhadores da Emdagro já marcaram assembleia para discutir apoio ao protesto.

Os motoristas e cobradores do transporte público da Grande Aracaju, que engloba a capital e os municípios de Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros, também vão se reunir assembleia para avaliar a adesão ao movimento.

Além disso, em Sergipe, as entidades que compõem a Frente Brasil Popular iniciaram o processo de mobilização da sociedade. Com carros de som e distribuição de panfletos em terminais de ônibus, os trabalhadores estão convocando os sergipanos a aderirem à paralisação.

LUTA NACIONAL

A greve geral segue orientação das centrais sindicais e será realizada em todo o país, no dia 5 de dezembro, contra a Reforma da Previdência. A centrais sindicais decidiram a paralisar as atividades nesse dia devido ao anúncio feito pelo governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), que promete começar a votação do desmonte da Previdência Social no Congresso Nacional na próxima semana, dia 6 de dezembro.

Entenda: Reforma da Previdência ganha terceira versão, mas ainda é criticada por opositores

Segundo as centrais, caso a reforma seja aprovada, grande parte dos brasileiros terão mais dificuldade e muitos até serão excluídos do acesso à aposentadoria. Entre as propostas do governo, está o aumento do tempo de contribuição para servidores públicos e a obrigação dos trabalhadores do setor privado terem 40 anos ininterruptos de carteira assinada para poder se aposentar, uma realidade impraticável no Brasil devido à alta rotatividade dos trabalhadores nos empregos.

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