Servidores públicos protestam contra o governo de Sergipe

Além do atraso e parcelamento dos salários, são quase cinco anos sem reajustes

Foto: Ascom CTB/SE

Os servidores públicos estaduais de Sergipe paralisaram as atividades nesta quarta-feira (09), por 24 horas, e fizeram uma manifestação no Centro comercial de Aracaju contra o governo do Estado. Eles estão há quase cinco anos sem reajuste salarial. Os enfermeiros, condutores de ambulância, servidores da saúde, do estado e do Fisco, além dos trabalhadores da Emdagro ameaçam cruzar os braços por tempo indeterminado, caso o governo não apresente uma contraproposta às categorias.

Durante o ato, os servidores criticaram o governo do estadual por atrasar e parcelar, novamente, os salários dos aposentados e pensionistas. Este mês, os vencimentos dos inativos, referentes a julho, serão pagos em duas parcelas – uma no dia 12 e outra no dia 23 de agosto. A manifestação aconteceu na Praça Fausto Cardoso, na frente do prédio da Assembleia Legislativa do Estado (Alese).

Mordomias

Os servidores do Executivo acumulam uma perda salarial estimada em 31%. Segundo Paulo Pedrosa, presidente do Sindifisco, não há justificativa financeira para a não concessão de reajuste salarial.

“A quebradeira do estado só existe para o governo não dar reajuste aos servidores do Executivo, mas as mordomias continuam. Tem autoridade que ganha mais de R$ 80 mil, contrariando o teto constitucional”, ressaltou.

Pedrosa criticou ainda o Estado que alega queda na arrecadação de tributos, mas lembrou que foi o próprio governo que fechou cinco postos fiscais, deixando os sonegadores livres da fiscalização. “O estado de Sergipe não está quebrado. Chega de arrocho salarial, chega de atraso, chega de parcelamento. Vamos manter a luta. Não vai ter trégua”, enfatizou.

Arrocho salarial

O presidente do Sindiconam, Adilson Ferreira, defendeu a união de todos os servidores contra o governo do Estado que desrespeita a Constituição Federal ao não reajustar os salários do funcionalismo público. De acordo com o dirigente sindical, a própria Lei de Responsabilidade Fiscal permite que o governo assegure o aumento, desde que ele demita os cargos de confiança.

Diego Araújo, presidente do Sintrase, disse que não dá mais para aguentar tanto arrocho, tanta miséria imposta aos trabalhadores pelo governo de Sergipe. “O governador Jackson Barreto quer acabar com o estado de Sergipe, quer acabar com a esperança dos trabalhadores”, afirmou.

Na luta

Ao justificar a paralisação de 24 horas, o presidente do Sinter, Paulo Alves, ressaltou que a suspensão das atividades foi a forma que o servidor encontrou para demonstrar sua insatisfação. “Não somos irresponsáveis. Somos trabalhadores querendo sustentar nossas famílias; trabalhadores na luta por seus direitos”, salientou.

O presidente eleito da CTB-SE, Adêniton Santana, lembrou que os servidores não exigem o pagamento integral das perdas. “O governo pode até escalonar essa reposição desde que receba os servidores e faça uma acordo que recomponha o poder de compra dos salários já corroídos pela inflação”, argumentou.

 

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